Em breve novas postagens pessoal... se vcs tiverem alguma dúvida, ou opinar sobre algum texto, sei lá, qualquer coisa entra em contato ok?

Bjokas em todos...

 

Lua Kym :)



Postado por: July Kym às 00h51
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Bruxos X Magos: Quais as Diferenças?

 

Mago é quem pratica magia. Bruxo é quem pratica bruxaria. Pode parecer simples, e óbvia a diferença, e é mesmo. A Magia tem diversos ramos de estudo, e a bruxaria é apenas uma delas. A bruxaria é uma forma específica de magia que utiliza elementos da natureza. Você pode ser mago e não ser bruxo; pode trabalhar com a magia sem estar ligado à bruxaria.

O foco do mago é a própria magia. Ele lida com ela o tempo todo. Estuda correspondências, astronomia, tabelas, transfigurações, hermetismo, espíritos, cabala, cálculos diversos, necromancia e tudo o que estiver relacionado à magia mais... científica. Um bruxo, não necessariamente. Muitas vezes o bruxo lida somente com seus objetos de prática no dia-a-dia, como o modo de cultivo e preparo de ervas, rituais para a lua e o sol, coisas do tipo. Não que um seja melhor ou pior que o outro, ou a evolução do outro; somente o foco e o modo de trabalho são diferentes.

Uma diferença que exemplifica bastante é o uso da razão. Não que os bruxos não sejam racionais, obviamente. Mas os magos calculam milimetricamente cada ação, cada ritual, cada trabalho. Usam símbolos, círculos dentro de círculos, uma coisa cerimonial. A bruxaria é infinitamente mais simples. O bruxo colhe as ervas e no momento seguinte já está sujando as mãos para preparar um unguento.

Todo bruxo pratica magia. Mas é a magia natural, simples. A Wicca, por exemplo, tem muito tanto da bruxaria quanto da magia cerimonial. Athame, espada, cálice, blablabla - tudo isso vem da magia cerimonial. Um bruxo pega qualquer faca que estiver ali. É uma das diferenças, mas este texto não é sobre Wicca X Bruxaria e sim Bruxaria X Magia.

Um mago é como um cientista. Sabe aquela imagem tradicional do mago sentado em meio a milhares de livros? É isso: é o pesquisador, o racional.

É bastante comum existir uma tradição familiar de bruxos. De magos? Nem tanto. Magos formam ordens.

Todo bruxo é pagão. Magos, não necessariamente. Aliás, muito raramente. A maioria dos magos é cristã. Claro que há controvérsias. Claro que há bruxas italianas (streghe) com algumas crenças cristãs. O mesmo ocorre na Irlanda. É uma característica da cultura local. A história fez isso. Quem somos nós para julgar essas pessoas? Cada um que acredite no que quiser. Estamos falando da prática da bruxaria.

Uma outra diferença, ainda citando a cultura, entre magos e bruxos, é a origem de suas práticas. Os magos possuem suas práticas centradas nas antigas tradições persas, egípcias, babilônias. Os bruxos hoje, ao menos em sua maioria, têm suas crenças enraizadas na cultura européia; celta, italiana.



Postado por: July Kym às 00h49
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As Bruxas de Salem


Autora: Laurie Cabot (uma bruxa de Salem)
Trecho retirado do livro 'O Poder da Bruxa'

Na minha cidade ninguém foi queimado em fogueira. As bruxas eram enforcadas ou esmagadas sob pesadas pedras. As vinte pessoas executadas em Salem sempre pareceram um pequeno número quando comparado aos milhões que sofreram na Europa mas, proporcionalmente, os mortos, os que ainda estavam presos e os acusados mas ainda não detidos formavam uma considerável percentagem da população numa área escassamente povoada.

Foi uma verdadeira histeria. Gente de todos os setores da vida tinha sido acusada: um pastor graduado por Harvard e dono de uma grande propriedade rural na Inglaterra; o mais rico armador e proprietário de navios mercantes em Salem; o capitão John Alden, filho de John e Priscilla, os lendários amantes da colônia de Plymouth; até a esposa do governador da colônia de Bay. Ninguém estava seguro.

Tudo começou na cozinha do Reverendo Paris, onde Tituba, uma escrava de Barbados, entretinha a filha do Reverendo e suas amiguinhas durante os frios meses do inverno de 1691.

As meninas perguntaram a Tituba, que conhecia métodos de adivinhação, como seriam seus futuros maridos, uma preocupação normal da maioria das meninas que rondavam a puberdade.

Com o passar do tempo, as meninas começaram a ter desmaios, acessos de melancolia, adotavam posturas e gestos insólitos, e tinham visões. (Uma geração depois, em Northampton, Massachusetts, o mesmo tipo de comportamento entre jovens levaria o Reverendo Jonathan Edwards a declarar que estava ocorrendo uma' 'aceleração' , espiritual, e assim começaria o primeiro' 'Grande Despertar" na história do revivescimento religioso americano.) Na aldeia de Salem, esse mesmo comportamento foi interpretado por líderes eclesiásticos como obra do diabo.

Foram tomados depoimentos em audiências públicas durante os meses seguintes, nas quais as meninas e outras que tinham começado a ser também afligidas pelo mesmo comportamento (que se convertera numa" coqueluche" entre as adolescentes) acusaram membros adultos na comunidade de as perseguirem e atormentarem. Elas tinham fantasias bizarras de pessoas em tudo o mais respeitáveis que estariam envolvidas em atividades sinistras com o diabo.

Quando o inverno cedeu o lugar à primavera, infortúnios naturais foram associcados ao diabo através de certos habitantes da aldeia. De acordo com as teorias da época, o diabo só podia operar através de alguém com a cooperação dessa pessoa. Alguém que tivesse feito um pacto com o diabo. Alguém que fosse uma "Bruxa".

Foram feitas acusações, pessoas detidas, inquéritos abertos, e no começo da primavera as prisões estavam superlotadas. Depois a coisa propagou-se. Foram descobertas' 'bruxas" em Beverly, Topsfield, Andover, Ipswich, Lynn e virtualmente em todas as cidades e aldeias do Condado de Essex.

Na realidade, houve em Andover mais prisões do que em Salem. As autoridades de Boston enviaram representantes para conduzir os julgamentos.

Os primeiros julgamentos começaram em junho, e Bridget Bishop foi enforcada depois de ter ficado encarcerada desde abril. Os acontecimentos sucederam-se com rapidez. Em julho, Rebecca Nurse, Sarah Good, Elizabeth How, Sarah Wild e Susanna Martin foram enforcadas.

Os julgamentos de agosto consideraram culpados John Willard, John e Elizabeth Proctor, George Jacobs, Martha Carrier e o Reve- rendo Géorge Burroughs. Todos foram executados, exceto Elizabeth Proctor, que estava grávida e teve sua execução suspensa até nascer o bebê.

 

Os julgamentos de setembro mandaram para a forca Martha Cory, Alice Parker, Ann Pudeator, Mary Esty, Margaret Scott, Mary Parker, Wil- mot Reed e Samuel Wardwell. O marido de Martha Cory, Giles, teve morte por esmagamento sob o peso de pedras.

E quando esse hediondo verão terminou, mais de uma centena de pessoas estavam ainda aguardando julgamento, e várias centenas mais tinham sido acusadas.

Finalmente, cabeças mais frias começaram a predominar. Increase Mather pregou em Cambridge que a questão de provas aceitáveis como evidência de "Feitiçaria" assentava-se em bases muito duvidosas e precárias, sobretudo a noção de evidência espectral, ou a habilidade do diabo para assumir a forma de alguém na comunidade.

Embora não negando que o diabo podia assumir a forma de um homem ou de uma mulher, era bastante difícil' 'provar" que ele ou ela tinha efetuado o pacto inicial com o diabo. Não podia o diabo assumir igualmente a forma de uma pessoa inocente? Algumas pessoas estavam começando a pensar que sim.

Finalmente, Increase Mather argumentou ser preferível deixar
uma "Bruxa" escapar à execução do que dar a morte a dez pessoas 'inocentes'. Seus argumentos levaram a melhor e a caça às Bruxas cessou pouco depois.

Uma questão que freqüentemente vem à tona acerca das 20 pessoas executadas e as centenas acusadas é a seguinte: Eram elas realmente Bruxas?

Os dados históricos são escassos. Estou certa de que algumas ou muitas delas, como suas congêneres na Europa, ainda retinham muitas das práticas da Velha Religião: ervas, poções especiais, adivinhação, técnicas de cura natural. Algumas podem ter até celebrado
as antigas datas festivas naturais.

Sabemos que colonos do Massachusetts em Marymount erigiram um Maypole (o mastro enfeitado da festa da primavera) no começo do século. Mas a questão sobre se eram devotos da Deusa ou não nunca foi apurada. Havia certamente Bruxas entre seus ancestrais, mas elas próprias podem não ter sido Bruxas na acepção de serem nossas correligionárias. A maioria dessas pessoas era, provavelmente, de cristãos devotos.

Não obstante, penso que devemos reivindicá-ias como Bruxas. Certamente morreram pela nossa liberdade. Recusaram-se a admitir que tivessem cometido qualquer crime. (É interessante assinalar que nenhuma das que confessaram praticar a Feitiçaria foi enforcada. Declararam-se arrependidas e foram readmitidas na comunidade. Também poderíamos indagar se aquelas que confessaram eram realmente Bruxas ou o fizeram para salvar a própria vida. Muita coisa se perde nas páginas da história.)

Se as vítimas da caça às Bruxas em Salem e cidades vizinhas não eram bruxas, então o Museu da Bruxa, situado a algumas quadras de minha casa, não é realmente sobre Feitiçaria, e os visitantes que o percorrem aos milhares todos os anos não estão realmente aprendendo a verdade sobre quem somos ou o que praticamos.

Durante anos, as Bruxas de Salem protestaram a esse respeito junto à Administração do Museu e conseguimos finalmente que os turistas fossem alertados para isso. O que os visitantes aprendem em seus giros pelo museu não é a religião da Deusa, mas o que podeacontecer a uma comunidade cristã que sucumbe a um medo irracional do diabo e projeta essa imagem maléfica em membros da própria comunidade.

À medida que o século XVIII avançava, as pessoas foram ficando mais céticas a respeito de Feitiçaria. O espírito da época - a racionalidade do Iluminismo - convenceu as pessoas de que essa magia era embromação e de que quem a praticava estava cedendo à auto-sugestão.

A nova era, também era mais cética sobre a religião em geral e menos zelosa em perseguir os não-crentes. A ira que tinha alimentado as caças às Bruxas aquietou-se. Em 1712, a última pessoa condenada por Feitiçaria era executada na Inglaterra, embora as leis antibruxaria permanecessem teoricamente em vigor até o século XX.

Na Escócia, a última execução teve lugar em 1727 e as leis foram revogadas em 1736. E claro, por toda a Europa e na América houve julgamentos e execuções esporádicas. Na Hungria, em 1928, por exemplo, os tribunais absolveram uma família que tinha espancado uma anciã até a morte por suspeita de bruxaria.

Com ou sem as leis e as autoridades civis ou eclesiásticas para apoiá-Ias, as pessoas continuaram molestando Bruxas e, com freqüência, causando-lhes sérios danos físicos.

Certa vez, um fotógrafo perguntou-me se eu estaria disposta a posar para uma foto ao lado do túmulo do Juiz Hathorne, um dos magistrados que perseguiu Bruxas em Salem nas cidades vizinhas no século XVII. Eu concordei e agora, sempre que olho para a foto, digo ao Juiz Hathorne e seu bando: "Nós sobrevivemos. Ainda estamos aqui."



Postado por: July Kym às 00h45
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Joana D'Arc: Afinal, era ou não uma Bruxa?


Joana D'Arc foi uma mártir francesa, heroína da Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra. Sua participação, movida por uma fé inquebrável, foi decisiva na guerra. Nasceu em 1412 e morreu em 1431, aos 19 anos de idade. Alguém pode imaginar a força de liderança que havia nessa jovem durante o período medieval da França? Ou então as pessoas que lutaram atrás dela o fizeram por acaso ou ela realmente tinha algo em si.

Joana nasceu no dia 6 de janeiro de 1412 na cidade de Domrémy, em uma família modesta, e aos 13 anos começou a ouvir vozes divinas. Tais vozes lhe diziam que ela deveria salvar a França das mãos dos ingleses. Durante cinco anos, ela manteve tais mensagens em segredo. Não sabemos o motivo ao certo, mas ela não devia compreender o que estava acontecendo com ela e, mesmo se compreendesse, ficaria em silêncio para não ser castigada pelos pais e pelo padre local, provavelmente.

Vale lembrar aqui que "ouvir vozes" estava totalmente relacionado às práticas de Bruxaria na época. É claro que não são bruxas todas as pessoas que ouvem vozes, mas Joana ouvia vozes do que dizia ser uma divindade. Se fosse de sua mente, ela provavelmente pensaria que estava louca. Mas não. Em todos os relatos sobre a trajetória de Joana, há essa verdade: as vozes que ela escutava eram de uma divindade ou, como ela mesmo dizia, "santos".

Em seu julgamento, Joana admitiu ter dançado ao redor da "Árvore da Fada" e um de seus amigos que "honrava as fadas" também foi queimado como bruxo na mesma época. Ela disse que eles eram "santos", São Miguel e Santa Catarina, ambos antigas divindades com disfarces cristãos; São Miguel representando o Deus Sol e Santa Catarina representando Cerridwen. Isso explica a popularidade desses dois santos como patronos das igrejas e capelas construídos sobre colinas, os velhos "santuários das alturas".

Joana esquivava-se das perguntas, e com "São Miguel apareceu nu para você?" não foi diferente. Que tipo de pergunta era esta? Estaria relacionada a algum tipo de ritual da fertilidade?

Em 1429, ela deixa a sua casa na região de Champagne e viaja para a Corte do rei francês Carlos VII. Lá, o convence a colocar as tropas sob o seu comando e parte para libertar a cidade de Orléans, sitiada há oito meses pelos ingleses. Liderando um pequeno exército, derrota os invasores em oito dias, em maio de 1429. Um mês depois, conduz Carlos VII à cidade de Reims, onde ele é coroado em 17 de julho. A vitória trazida pelas tropas de Joana em Orléans e a coroação do rei fizeram a esperança do povo renascer. Desejavam libertar o país de vez.

De qualquer forma, o preconceito contra ela ainda era grande, por aqueles que não a conheciam. Afinal, ela era mulher, e para eles isso já bastava. Como podia, eles pensavam, uma mulher liderar um exército de homens e ainda conseguir ótimas vitórias estratégicas? Muitos não aceitavam essa hipótese. E é importante lembrar como na época as mulheres já eram bastante recriminadas, "sujas", de acordo com os eclesiáticos e, portanto, pecadoras. Vistas como inferiores aos homens, é realmente de se espantar que uma mulher como Joana tenha conseguido tudo o que conseguiu.

Escandalizava muitos os padres que a julgaram o fato de ela sempre se vestir com roupas masculinas. Apesar de esta poder ser uma forma que ela tenha encontrado para passar sobre o preconceito contra as mulheres, não podemos deixar de lembrar de tradições pagãs onde as sacerdotisas por vezes representavam o Deus ou a Deusa. Joana em trajes de homens poderia muito bem estar representando o Deus das bruxas, especialmente por causa de seu curioso emblema adotado por ela como estandarte pessoal: a espada vertical com a ponta circundada por uma coroa, com uma flor-de-lis de cada lado, figura idêntica ao Ás de Espadas, símbolo místico utilizado por ocultistas até hoje, desde o tarô.

 

Podemos pensar na possibilidade de Joana ser uma bruxa de verdade. É claro que o conceito de "bruxa" em 1420 não é o mesmo conceito de bruxa em 2008. Mas não podemos esquecer dos mitos envolvendo as deusas caçadoras, como Ártemis e Diana, e sua eterna força de vontade perante a vida. A trajetória de Joana D'Arc é bastante semelhante, e podemos ver muitos traços da Caçadora em sua história.

 

Então, na primavera de 1430, Joana retoma a campanha militar e tenta libertar a cidade de Compiégne, dominada pelos borgonheses, aliados dos ingleses. É presa em 23 de maio do mesmo ano e entregue aos ingleses.

O interesse destes, no entanto, não era simplesmente matá-la ou torturá-la. Eles queriam ridicularizá-la frente aos seu povo. Se eles tinham essa intenção, era porque a influência de Joana entre os camponeses era muito grande. As bruxas tinham grande influência sobre o povo em suas épocas, pois geralmente eram as parteiras da região, ou conhecedoras de ervas curativas. Toda aldeia sempre tinha uma bruxa, que era vista com bastante respeito.

Foi então que a processaram enfim por Bruxaria e heresia, já que ela argumentava ouvir vozes dentro de si que a comandavam, entre outras razões já vistas anteriormente. Impossível não fazer uma apologia à clássica frase da sacerdotisa Viviane, em 'As Brumas de Avalon': "É a Deusa quem comanda os meus atos". Assim, Joana foi submetida a um tribunal católico em Rouen, sendo condenada à morte após meses de julgamento.

Na mesma cidade, no dia 30 de maio de 1431, Joana foi queimada viva, aos 19 anos. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena.

A revisão de seu processo começou a partir de 1456 e a Igreja Católica a beatifica em 1909. Ironicamente, Joana D'Arc, queimada como bruxa e herege, foi canonizada como santa pelo Papa em 1920.

Gerald Gardner diz, em 'O Significado da Bruxaria': "A Igreja julgou e condenou Joana por heresia, em parte porque era o que eles estavam interessados em reprimir, e em parte porque sua heresia era fácil de ser provada. (...) Sua heresia estava clara, e eles conseguiram tirá-la do caminho, como queriam. (...) Joana teria se divertido muito em ouvir que havia se tornado uma santa cristã."

Fica então a pergunta: Joana era mesmo uma Bruxa? Não temos a intenção, e nem poderíamos, de esgotar esse assunto com este texto, mesmo porque tal missão é impossível. Não temos dados detalhados sobre a vida de Joana D'Arc a ponto de dizermos certamente se ela era uma bruxa ou não. Mas, através dos fatos que temos, podemos chegar bem perto do conceito que temos de Bruxaria. Cabe a você, leitor, chegar a uma conclusão.



Postado por: July Kym às 00h43
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Livros que todo(a) bruxo(a) tem que ler


- A Bruxaria Hoje (Gerald Gardner)
- O Significado da Bruxaria (Gerald Gardner)
- Dança Cósmica das Feiticeiras (Starhawk)
- O Culto das Bruxas na Europa Ocidental (Margaret Murray)
- Enciclopédia da Bruxaria (Doreen Valiente)
- Aradia, o Evangelho das Bruxas (Charles G. Leland)
- Os Mistérios Wiccanos (Raven Grimassi)
- Oito Sabás Para Bruxas (Janet e Stewart Farrar)


Livros para iniciantes

- ABC da Bruxaria (Claudiney Prieto)
- O Poder da Bruxa (Laurie Cabot)
- Wicca, a Bruxaria Saindo das Sombras (Millennium)
- Revelações de uma Bruxa (Márcia Frazão)
- Wicca, a Religião da Deusa (Claudiney Prieto)
- A Arte, o Livro das Sombras de uma Bruxa (Dorothy Morrison)
- Wicca, um Estilo de Vida, Religião e Arte (Raymond Buckland)


Nível intermediário

- A Religião da Grande Deusa (Cláudio Crow Quintino)
- Autodefesa Psíquica (Dion Fortune)
- Elementos da Deusa (Caitlin Matthews)


Para praticantes solitários

- Guia Essencial da Bruxa Solitária (Scott Cuningham)
- Wicca para Bruxos Solitários (Claudiney Prietto)
- Vivendo a Wicca (Scott Cuningham)
- O Anuário da Grande Mãe (Mirella Faür)


Tradições ou linhas específicas

- Bruxaria Hereditária (Raven Grimassi)
- Wicca Gardneriana (Mario Martinez)
- The Witche's Bible (Janet e Stewart Farrar)
- Wicca Brasil (Mavesper Cy Ceridwen)


Druidismo e cultura celta

- O Livro da Mitologia Celta (Cláudio Crow Quintino)
- Os Druidas (Ward Rutherford)
- Os Celtas (Robin Place)
- Contos da Mitologia Celta (Laura Vasconcellos)
- Histórias da Mitologia Celta (Laura Vasconcellos)
- Merlin, O Mago (Jean Markale)
- Os Mitos Celtas (Miranda Jane Green)
- Os Mitos Celtas (Pedro Pablo May)
- Mitos Celtas Vol. 1 - Mitologia (Sally Jenkinson)
- Mitos Celtas Vol. 2 - Mágica e Reis (Sally Jenkinson)
- Mitos e Lendas Celtas (Charles Squire)
- Mitos e Lendas Celtas - Irlanda (Angélica Varandas)
- Tristão e Isolda (Joseph Bedier)


História

- A Deusa Branca (Robert Graves)
- O Ramo Dourado (Sir James George Frazer)
- O Deus das Feiticeiras (Margaret Murray)


Ficção

- As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley)
- Hagar, o Horrível (Dik Browne)
- As Aventuras de Astérix (Alberto Uerzo e R. Goscinny)
- A Casa da Floresta (Marion Zimmer Bradley)
- A Senhora de Avalon (Marion Zimmer Bradley)
- Harry Potter (JK Rowling)

 

Veja mais livros sobre Bruxaria no Submarino



Postado por: July Kym às 00h40
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Magia branca e magia negra


Muito se fala em "magia branca" ou "magia negra", mas devemos começar avisando que estas são denominações utilzadas por aqueles que são totalmente leigos no assunto. A Magia é uma só, não tendo cor alguma, não sendo "boa" ou "má". O que importa é o uso que se faz dela.

Por exemplo: uma faca pode ser utilizada para cortar um pão e servir de alimento, assim como pode ser utilizada para ferir alguém. Em ambos os casos, a culpa foi da faca? Não, ela serviu apenas como instrumento para que determinada ação fosse realizada.

Assim é com a Magia. Uma bruxa deve saber trabalhá-la em sua totalidade. Para saber abençoar, você deve saber amaldiçoar, e vice-versa. Ou seja: para fazer o bem, você deve saber fazer o mal e por aí vai. Isso não significa que você deva causar mal a alguém, de maneira alguma, mas aprender que não existem tais dualidades; não existe o "bem" e o "mal". Não dá para praticar "magia do bem", assim como não dá para praticar "magia do mal". Se ouvir alguém dizer a você que é uma "bruxa do bem" ou "do mal", fuja correndo! Com certeza trata-se de mais um charlatão desses que vemos por aí aos montes!

A primeira coisa que aprendemos quando estamos lidando com Magia no Paganismo é o reflexo da Natureza. A Natureza não é boa nem má, ela apenas é. O mar que sustenta peixes é o mesmo mar que mata as pessoas afogadas, causa maremotos ou afunda embarcações. Isso quer dizer que o mar "é mau"? Claro que não. As coisas simplesmente são. Da mesma forma, não existem pessoas cem por cento boas nem pessoas cem por cento más. E é assim que a eterna rivalidade de bem X mal cai por Terra. Tudo é muito complexo para caber em apenas duas classificações tão simples.

Há um tempo vi em uma livraria um livro chamado "Wicca, a Arte da Magia Verde", ou algo assim, e fiquei me perguntando o que pode se passar na cabeça de uma pessoa para colocar este título em um livro. Porque, na verdade, qualquer pessoa que esteja de comprometimento sério com a Bruxaria sabe que não tem absolutamente nenhum sentido dar cores às nossas práticas.

Imagino que a intenção da autora seja dizer que "magia verde" seja a magia da Natureza, mas não tem nenhum sentido. Também já ouvi termos como "magia vermelha" para definir "magia de amor", e isso não existe. Não existe "magia de amor", mas magia utilizada com objetivos amorosos, no máximo.

Dessa forma, não existe magia branca, magia negra, magia vermelha, verde ou qualquer especificação que seja. A Magia é uma só, sempre foi e sempre será, assim como eu sou, você é, a Natureza é. Usar um termo como "magia negra" para denominar algo que se considera ruim é, além de tudo, racismo dos brabos! Vamos parar de perpetuar essa crença preconceituosa e sem sentido.

 

 

 

Éticas das Bruxas e Bruxos


A Bruxaria, por não ser uma prática unificada, não possui leis próprias como algumas religiões, por exemplo, mas as bruxas e bruxos reconhecem um certo código de ética entre si, que não é secreto, e sim bastante dedutivo, à medida que você começa a lidar com a Magia.

Obviamente a Magia em si possui algumas leis, que não passam de leis da própria Natureza. Há a célebre frase: "Não há nada que a ciência tenha dito que eu não tenha visto como Bruxa", e é verdade. Nossas leis são as leis naturais.

No entanto, a partir desse princípio, ao lidar com a Magia deparamos com certas questões que nos fazem cair num dilema moral: Feitiço de amor é válido? Até onde vai o conceito de livre-arbítrio? Qual o limite entre ajuda astral e intervenção desnecessária? Abrimos este espaço então para discutir todos esses fatores.

 

O que é o Livre-Arbítrio?

Entende-se por livre-arbítrio a capacidade que o ser humano tem de escolher seu próprio caminho. Assim, se uma pessoa faz algo que você não gosta, você tende a respeitá-la, já que respeita seu livre-arbítrio. Não mandamos nas pessoas; não as manipulamos. Manipular alguém é interferir no livre-arbítrio.

Quando influenciamos alguém a tomar determinadas atitudes, o conceito do livre-arbítrio pode ficar confuso. Dar conselhos significa interferir no livre-arbítrio da pessoa? Ou seria intervenção apenas uma insistência psicológica com intenções nem tão louváveis?

Vamos dar um exemplo dentro de nossas práticas. Suponhamos que Mariazinha é apaixonada por Zezinho. Acontece que Zezinho já gosta de outra pessoa. Mariazinha tem duas opções: ela pode fazer um ritual para atrair amor para sua vida (geral) ou pode fazer um ritual pedindo que Zezinho goste dela (específico).

No segundo caso, ela está interferindo no livre-arbítrio daquela pessoa. No primeiro, ao pedir que o amor venha à sua vida na forma de um namorado, Mariazinha move as energias à sua volta para possibilitar novos encontros e oportunidades. Quem sabe com o próprio Zezinho, se as condições forem favoráveis. Mas, no segundo caso, ela direcionou a sua energia para ele, especificamente, pedindo que ele gostasse dela. Ela interferiu em seu livre-arbítrio. Seu feitiço provavelmente deve funcionar, mas aí entramos com a questão: isso foi certo?

 

O certo e o errado

Como definir o que é certo e o que é errado na Bruxaria? Como definir o que é certo e o que é errado em nosssa vidas?

Temos algo chamado consciência. Outra coisa chamada responsabilidade. Respeitar o livre-arbítrio não é uma "lei" da Bruxaria, mas é um código ético que a maioria das Bruxas respeita. Não há de fato como saber exatamente o que é certo e o que pode ser errado, mas temos certos parâmetros pessoais que moldam nossas atitudes. Certamente você deve estar achando a atitude de Mariazinha errada, quando ela faz um feitiço para conquistar Zezinho. De alguma forma, você sabe que interferir no livre-arbítrio das pessoas pode não ser o mais correto.

Entremos então em outro caso. Suponhamos que a avó de uma Bruxa esteja muito doente. A velhinha já está quase no fim da vida, mas sua neta a ama muito e quer o seu bem. Dessa forma, ela (a bruxa) realiza um ritual de cura com o objetivo de fazer a sua avó sobreviver ao seu tratamento. Consegue. Porém, alguns dias depois a sua avó vem em sonho e pede-lhe que a deixe morrer, pois já está cansada demais da vida e deseja descansar.

Esse é apenas um dos infinitos exemplos de como a Magia usada de forma "certa" pode acabar sendo "errada". A bruxa queria apenas o bem para a sua avó, mas interferiu em seu livre-arbítrio para escolher se era isso mesmo o que ela queria. De toda essa discussão, a única conclusão que podemos tirar é que o conceito de bem ou mal é relativo e que o respeito ao livre-arbítrio é uma das ferramentas mais importantes da ética das bruxas.

 

Como saber que atitude tomar?

Você pode estar passando por uma situação semelhante. Se não passou ou está passando, provavelmente ainda irá passar muitas vezes. As indecisões com relação à intervenção (ou não) na vida das pessoas sempre nos fazem pensar. E está certo. Devemos realmente ponderar muito antes de realizar um feitiço, pois este só será realizado se as intenções forem verdadeiramente fortes.

Há diversas maneiras de se tomar uma decisão a esse respeito. A mais óbvia, claro, é confiar na intuição. Mas muitas vezes acabamos nos envolvendo tanto no problema que já não sabemos se a nossa intuição está sendo influenciada por nossos sentimentos. De qualquer forma, é sempre preferível confiar nela que em qualquer outra coisa.

Outra atitude que você pode tomar é a consulta aos oráculos. Se você costuma lidar com eles, podem ser de grande ajuda nessa hora. Deite as cartas, lance as runas, pergunte ao pêndulo, observe a água e o fogo. Cada um tem o seu oráculo preferido, que se dá melhor. Jamais se esquecendo de que a intuição não está nunca separada da interpretação dos mesmos.

O que o código de ética das bruxas e bruxos diz: Não é proibido interferir no livre-arbítrio das pessoas, mas lembre-se de que, ao fazer isso, você terá tudo de volta três vezes maior. Pense bem no que vai fazer. Ninguém vai lhe dizer o que é certo ou errado, mas você deve ter responsabilidade e desejar sempre o melhor para todas as pessoas, inclusive você mesma(o).

 

 

 

Espero que tenham gostado dos textos.. em breve + ;)



Postado por: July Kym às 00h35
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Antigüidade da Bruxaria


Muitas bruxas dizem que a sua Arte é tão antiga quanto a humanidade. A Bruxaria vem da época em que os homens das cavernas desenhavam em suas paredes os animais que desejavam caçar, para garantir assim a captura da alma do animal antes do dia seguinte. Isso é conhecido como magia simpática e pode ser considerada a primeira forma de Bruxaria a existir no mundo. Tudo o que os nossos ancestrais conheciam era a fertilidade dos animais e dos humanos; a agricultura ainda não tinha sido desenvolvida. O princípio misterioso da vida vinha da Natureza e conduzia o mundo adiante.

Era um mundo de florestas e montanhas, de caça a animais enormes e mais fortes, da segurança de sua caverna, do calor do fogo recém-descoberto, das estrelas à noite, da fusão dos quatro elementos em suas vidas.

Eles viam a Lua ficar cheia e ficar vazia, em uma eterna dança que se repetia, assim como as mulheres às vezes davam à luz novos membros da tribo, garantindo a sua continuidade. Todo mês as mulheres sangravam muito e não morriam, e esse era um grande mistério para os antigos. A mulher era o símbolo da fertilidade.

Os primeiros trabalhos artísticos foram enormes estátuas de mulheres com seios grandes e ventre cheio, uma clara representação da Mãe. Muitos afirmam que essas são as primeiras imagens formadas de um possível culto à Deusa, o que pode ser ou não verdade. O que é fato mesmo, é que a mulher era tida como sagrada por ter o "dom" de dar origem a novas vidas. Naquela época, o homem ainda não estava associado à reprodução.

Tais estátuas não parecem ser retratos. Elas representam o princípio abstrato da fertilidade, da vida; por que não poderia ser uma Deusa da fertilidade?

Ligada à mulher estava a Magia. Foi encontrada na Argélia um desenho Paleolítico muito interessante. Alguns inclusive dizem que é o desenho mais antigo de uma bruxa. Trata-se de uma mulher em pé com os braços erguidos, em uma posição de invocação. De sua região genital, uma linha passa para a região genital de um homem. Este é mostrado um pouco agachado, preparando-se para lançar uma flecha com seu arco. Em volta dele estão alguns animais, e a flecha está sendo mirada em direção a um grande pássaro que se parece com um avestruz.

Esta é claramente uma representação da caça mágica: uma mulher em casa praticando magia para possibilitar que seu homem possa ser bem sucedido na caçada e conseguir alimento.

Apesar de o desenho ser primitivo, está relativamente bem feito. A mulher é representada em um tamanho maior que o homem, significando a sua importãncia, e parece usar algumas jóias mágicas, uma faixa e alguns amuletos em ambos os braços. Aliás, braços levantados como se estivesse acontecendo uma invocação são freqüentes nas artes mais antigas.

Outra figura bastante famosa da Idade da Pedra foi o "Feiticeiro", encontrado na Caverna des Trois Fréres, em Ariége, França. Mostra uma figura dançando, meio homem, meio animal, com os chifres grandes de um veado. Algumas autoridades consideram esse desenho um homem mascarado, outros, um Deus de Chifres.

Hoje em dia, ainda há o culto a uma Deusa da fertilidade e a um Deus de chifres. É claro que isso não prova uma herança direta dos tempos antigos, com exceção daquela que mantemos em nossas mentes. No entanto, podemos ver que a Bruxaria não é uma invenção de eclesiáticos da Idade Média, como muitos ainda hoje querem que nós pensemos.

 



Postado por: July Kym às 00h35
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O que é Bruxaria?

 

A Bruxaria é um ofício que se utiliza da magia natural (= magia da natureza) para obter fins específicos e existe desde os primórdios da humanidade. Claro que as formas de Bruxaria têm se modificado de lá para cá, por isso fica extremamente complicado criar uma definição generalizada, mas vamos tentar estabelecer algumas diretrizes.

A Natureza é o divino. Não se cultua um único deus, uma única deusa, ou obrigatoriamente qualquer divindade. Trata-se de uma celebração da Natureza e dos seus ciclos.

A Bruxaria é pagã. Quando dizemos pagão, estamos nos remetendo à origem do termo, que vem do latim paganus. Paganus significa "morador do campo" ou "aquele que vive do campo". Esse foi o termo usado pela Igreja Católica para classificar os povos que moravam no campo e celebravam as colheitas e os ciclos do Sol e da Lua, que não moravam nas cidades e não eram cristãos.

Vale lembrar que tais pessoas dependiam essencialmente da natureza para sobreviver. Assim, para eles era comum festejar uma colheita que vinha farta e trazia comida para todo o inverno, pois isso significava vida para eles. Esses povos não eram católicos nem cristãos, não por se oporem a essas religiões, mas por suas crenças serem milhares de anos mais antigas. Eram as crenças deles, apenas, e diferiam das crenças cristãs assim como o Budismo ou o Hinduísmo diferem. Para eles, a magia era real. Era a crença de que, se eles não fizessem determinado ritual, o sol não nasceria ou eles não conseguiriam caçar, por exemplo.

O termo "bruxaria" foi muito deturpado e até hoje é usado para definir qualquer ato contra a Igreja Católica ou feitiços realizados aleatoriamente por aí. Como você pode concluir, não se trata disso. Bruxaria é outra coisa e seus praticantes a levam muito a sério.

O Paganismo seria, então, o modo de viver dos povos pagãos, lembrando que usamos o termo pagão para classificar toda e qualquer pessoa que celebre a Natureza e seus ciclos. A Bruxaria é apenas uma das inúmeras vertentes pagãs. Temos também o Druidismo, o Xamanismo etc.


Como a Bruxaria se desenvolveu?

A Bruxaria desenvolveu-se em diversas culturas e diversas épocas ao redor do mundo.

Temos desde a Bruxaria na "Pré-História" (quando os homens desenhavam o animal nas cavernas achando que assim capturariam-lhe a alma antes da caçada e as mulheres maceravam ervas buscando a cura), passando pela Bruxaria na História Antiga (Grécia, Roma, Egito), a Bruxaria Medieval (uma transição fantástica e cruel entre a Antiga Religião e o Catolicismo, através das Inquisições), a Bruxaria nas sombras durante o Iluminismo e o renascimento da Bruxaria, no século XX. Como podem ver, é uma longa história.


O nascimento da Bruxaria Moderna através da Wicca

O nascimento da Bruxaria Moderna se deu na década de 1950, através de um bruxo inglês chamado Gerald Gardner. Na verdade, já existiam livros com algumas décadas de antecedência que abordavam o assunto, porém Gardner foi o cara que mostrou a Bruxaria para o mundo, e como ela tinha evoluído até então, mesmo estando nas sombras.

A maneira pela qual Gardner apresentou a Bruxaria ficou conhecida como Wicca, que virou sinônimo de Bruxaria Moderna. A Wicca é apenas uma forma de Bruxaria Moderna; a mais popular delas. Há outras formas de bruxaria.

A partir daí, a Bruxaria foi se popularizando e tendo cada vez mais adeptos, especialmente porque as pessoas viam nela uma forma de religiosidade totalmente diferente das religiões convencionais. Não que seja melhor ou pior, é apenas uma forma alternativa de religião.

O coven (grupo de bruxas/os) de Gardner se ramificou e, aos poucos, os praticantes foram se multiplicando. Era normal que surgissem novas tradições. A primeira tradição a surgir depois da Wicca Gardneriana foi a Tradição Alexandrina. Os rituais e liturgia eram semelhantes à gardneriana, com apenas algumas poucas diferenças características.

Então veio a década de 60 e o movimento hippie, com as pessoas descobrindo formas alternativas de viver, buscando uma interiorização maior e menor hipocrisia perante a sociedade e a si mesmos. A década de 70 trouxe o movimento feminista arrebatador, e a história da Wicca se modificaria para sempre...

Esses dois movimentos foram fundamentais para o desenvolvimento da Wicca nos anos seguintes, pois a partir daí vemos claramente uma divisão entre a Wicca de Gardner (gardneriana) e a Wicca misturada com o feminismo, o movimento hippie (new age) e algumas liberdades atribuídas à religião. Com o passar dos anos e a chegada da era da informação, tivemos (e ainda temos) uma série de influências chegando às práticas de Bruxaria atuais, e elas variam muito de pessoa para pessoa, visto que a Bruxaria pode ser praticada por uma pessoa sozinha.

Vamos resumir as coisas, então: a Bruxaria não é uma religião, mas um ofício, um conjunto de crenças pagãs. A Wicca, no entanto, aparece como a religião da Bruxaria, com rituais, divindades, dogmas e tudo o mais que uma religião tem direito. A Wicca surgiu com Gardner, porém, aos poucos, foi sendo modificada de acordo com as necessidades de seus praticantes, ou de quem queria ser praticante. Temos, distintamente, duas vertentes da Wicca: a Wicca Tradicional (gardneriana e alexandrina) e a Wicca Moderna (qualquer outra vertente que venha depois das duas citadas anteriormente). Ambas, apesar de serem Wicca, são bastante diferentes umas das outras; porém, a essência é a mesma. O que muda é a forma de fazer a coisa toda.

 



Postado por: July Kym às 00h34
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Equívocos mais comuns associados à Bruxaria


Tentando resolver pelo menos em parte essa situação, escrevemos este texto desmistificando o que acreditamos ser os equívocos mais comuns relacionados à Bruxaria.

 

Bruxas e bruxos não são anti-cristãos
Nem querem acabar com o Cristianismo. Bruxos(as), acima de tudo, respeitam as demais religiões, assim como exigem o mesmo respeito pela religiosidade deles. É claro que há muitas mágoas guardadas por tudo o que foi feito na história da humanidade, mas não nos prendemos a isso, e sim a atos do presente. Queremos simplesmente viver e praticar a nossa religião. As bruxas e bruxos têm crenças que remontam aos primórdios da humanidade, muito anteriores ao Cristianismo. O Cristianismo tentou suprimir tais sistemas, mas nós não queremos fazer o mesmo (e jamais quereremos).

 

A Bruxaria não é um culto
Um culto é, originalmente, um grupo de pessoas que segue um líder. Como na Bruxaria não há a existência de líderes (muitas vezes, as bruxas e bruxos praticam sozinhas(os) em suas casas, sem pertencerem a um grupo), não pode ser considerada como um culto.

 

Bruxas e bruxos não cultuam o diabo
Buscamos reviver as crenças de um período que remonta aos primórdios da humanidade, um período muito anterior ao Cristianismo. O diabo foi uma criação do Cristianismo e não tem absolutamente nada a ver com as crenças pagãs. Obviamente atribuir as práticas das bruxas e bruxos ao diabo era conveniente, visto que as religiões cristãs recriminam qualquer ato não-cristão como um ato "do diabo". Há cultos ao diabo por todas as partes do mundo, mas estes nada têm a ver com a Bruxaria, tratando-se apenas de pessoas que praticam uma inversão do Cristianismo. Cada um tem as suas crenças, mas felizmente esta não é a nossa. Celebramos os deuses antigos na Natureza.

 

Os deuses antigos não são demônios
Alguns cristãos fundamentalistas afirmam que qualquer pessoa que não pratique a forma de Cristianismo deles é satanista por definição, e incluem sob essa denominação judeus, muçulmanos, kardecistas, budistas, hinduístas, metodistas, prebisterianos, entre muitos outros. As bruxas e bruxos celebram a Natureza, só isso.

 

Bruxas(os) não assassinam pessoas
Diversos atos maléficos de pessoas perturbadas são atribuídos à Bruxaria. Diversas vezes, vemos no noticiário coisas como "Ritual de Bruxaria leva à morte três pessoas" ou "Bruxa em Pernambuco afirma comer carne humana". Isso é ridículo. Essas pessoas não são, nem de perto, praticantes da Bruxaria. São doentes mentais, criminosas, e devem ser presas.

 

Não existem "ex-bruxas"
Cansamos de ver em programas televisivos evangélicos pessoas que se intitulam "ex-bruxas". Em tais programas, essas pessoas contam ao pastor-apresentador como faziam "trabalhos" para acabar com a vida das pessoas. Isso não existe. O que essas pessoas faziam (isto é, se chegaram a fazer realmente alguma coisa) não tem absolutamente nada a ver com Bruxaria. A regra de ouro das(os) bruxas(os) é: "Sem prejudicar ninguém, faça o que quiser", pois sabemos que tudo o que fizermos voltará para a gente - é a lei do eterno retorno, que é vista em tudo na Natureza. As(os) bruxas(os) sabem que, se fizerem o mal, tudo voltará para elas de forma muito maior, assim como se fizerem o bem. Por isso, é claro que ninguém vai desejar o mal de ninguém, nem querer prejudicar ninguém. Pessoas com má índole existem em todos lugares, independente de sua religião. E, se uma pessoa é assim, isso significa que ela é uma pobre coitada que um dia pagará por seu atos, e não uma pessoa que pode ser considerada bruxa.

 

Bruxas(os) não praticam "magia negra"

 

Bruxas(os) não são proselitistas
Você jamais encontrará uma bruxa ou um bruxo distribuindo folhetos sobre Bruxaria nas esquinas da sua cidade, simplesmente porque acreditamos que a religiosidade de cada pessoa é absolutamente pessoal e só ela pode saber o que é bom para ela. A Bruxaria é uma opção pessoal, como qualquer outra religião, e os interessados devem correr atrás do aprendizado, se assim desejarem de coração.

 

A Bruxaria não é um ato de rebeldia
Pelo menos àqueles que a praticam de modo sério. Há certamente muitos jovens (e até adultos, por que não?) que buscam um meio de escape para fugir da sociedade opressora que os cerca, e dizem-se bruxos ou buscam a Bruxaria apenas para colocarem-se contrários ao sistema. Infelizmente, esta é uma realidade, mas uma realidade que tentamos mudar através de sites como este. A Bruxaria não é um sistema de auto-ajuda e seus praticantes são pessoas sérias e idôneas, e não um bando de malucos.

 

Não usamos "símbolos satânicos"
O pentagrama (estrela de cinco pontas), ao contrário do que dizem, não é um símbolo satanista. Ele é um símbolo muito antigo usado até por Pitágoras; seus seguidores o usavam para simbolizar o seu respeito pela beleza matemática do universo. Em muitos lugares e épocas, ele foi utilizado como um símbolo geométrico sagrado. O fato de satanistas usarem o pentagrama não significa que eles são bruxos (da mesma forma como usam o crucifixo e não são cristãos). 

 

Bruxas(os) não usam drogas em seus rituais
Muito pelo contrário: querendo estar cada vez mais próximas à Natureza, a maioria das(os) bruxas(os) busca uma alimentação e hábitos saudáveis, o que descarta imediatamente o uso de drogas. Além disso, realizar um ritual torna-se praticamente impossível sem a pessoa estar consciente de seus atos. Drogas: estamos fora!

 

Bruxas(os) não praticam orgias
Também não somos pedófilos, comedores de carne humana e outros absurdos que são ditos por aí. As(os) bruxas(os) celebram a fertilidade da Natureza e consideramos o ato de fazer amor um ato totalmente sagrado. Algumas bruxas e alguns bruxos gostam de realizar seus ritos nus porque acreditam que, desta forma, sua energia flui melhor. Porém, trata-se de uma escolha pessoal e não há abusos ou sequer malícia. Viemos nus ao mundo e o pecado foi colocado na mentalidade humana com o decorrer dos tempos. As bruxas trabalharem nuas em seus rituais não significa que elas sejam "pecadoras" ou que estejam praticando sexo; só estão nuas.



Postado por: July Kym às 00h34
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As bruxas e bruxos hoje


Quem são as Bruxas hoje em dia? O que elas fazem e onde se escondem?

Não, elas não se escondem. Quando as pessoas ouvem a palavra Bruxa, logo se lembram daquela velha imagem da senhora verde com nariz grande e uma verruga, mexendo em um caldeirão. Sinceramente: alguém acredita mesmo que um ser assim possa ter existido?

As Bruxas são pessoas normais, como você. Trabalham, têm filhos, obrigações, dívidas, problemas financeiros e amorosos. Antigamente, quando as bruxas eram perseguidas, é óbvio que elas viviam escondidas, para evitar a morte. Hoje em dia, ainda há o preconceito com relação às bruxas, mas é muito menor do que antigamente. Isso se dá principalmente pelo fato de as bruxas irem à público se defender das mais freqüentes acusações, como as de fazer pactos com o demônio ou comer criancinhas. Pura superstição popular. As pessoas costumam temer o que não conhecem bem, e é isso o que acontece com relação à Bruxaria.

Organizamos aqui duas listas com informações bastante precisas sobre a Bruxaria hoje em dia. Aconselhamos a todos que queiram conhecer um pouco mais nossas crenças que leiam este compêndio antes de mais nada:

 

O que as Bruxas NÃO fazem:

- Bruxas não fazem pacto com o diabo.
- Bruxas não reverenciam, adoram ou celebram a entidade conhecida como diabo ou satã.
- Bruxas não usam fetos abortados em rituais.
- Bruxas não renunciam ao Deus cristão, apenas acreditam em outra forma de divindade.
- Bruxas não são sexualmente anti-convencionais.
- Bruxas não fazem uso de drogas rituais.
- Bruxas não forçam ninguém a fazer algo que não queiram.
- Bruxas não querem converter o mundo para a sua religião.
- Bruxas não profanam igrejas.
- Bruxas não realizam "missas negras".
- Bruxas não cometem crimes em nome de sua religião.
- Bruxas não comem criancinhas.
- Bruxas não voam em vassouras.
- Bruxas não são verdes.
- Bruxas não acreditam que sexo seja pecado.
- Bruxas não realizam orgias rituais, pois o sexo é visto como sagrado.

 

O que as Bruxas fazem:

- Plantam ervas em seu quintal para fins curativos e culinários.
- Conversam e se comunicam com as plantas e animais.
- Celebram a virada das estações do ano.
- Celebram as fases da Lua.
- Relacionam a sua menstruação às fases lunares.
- Honram todos os alimentos, de carnes a vegetais.
- Têm seu corpo como sagrado.
- Sexo por amor e por prazer, por ser algo natural.
- Bruxas acreditam em reencarnação.
- Bruxas honram deuses e deusas.
- Bruxas respeitam todos os seres vivos em igual importância.
- Bruxas repudiam o proselitismo.
- Bruxas servem à Terra.
- Bruxas repudiam qualquer forma de preconceito.
- Bruxas são cidadãs.



Postado por: July Kym às 00h33
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"Mãe, sou uma Bruxa!"


Um dos momentos mais difíceis na vida de qualquer pagão é contar aos pais sobre a sua opção religiosa. A não ser que você tenha o privilégio de nascer em uma família pagã, os problemas uma hora ou outra começam a aparecer.

Este texto tem como função dar dicas para quem, como você, tem dificuldades em lidar com essa situação. Ouço muitas pessoas dizerem "minha mãe é evangélica e jamais me aceitaria como bruxa" ou então "minha mãe jogou fora todos os meus livros de bruxaria", e assim por diante. Já passou por isso ou tem medo de passar? Continue lendo!

O fato é que este texto pode parecer inútil para muitos sacerdotes ou sacerdotisas veteranos na Arte. É verdade: temos muitos problemas com adolescentes que literalmente brincam com a Bruxaria e acham que é a religião deles para sempre. O mais triste é que a maioria nem sabe que a Wicca, por exemplo, é uma religião.

É claro que entre os adolescentes há aqueles que realmente estão interessados em um aperfeiçoamento interior, mas convenhamos: a maioria não está. Então, pense bem antes de sair por aí se dizendo bruxa ou bruxo!

 

Alguns conselhos básicos:

Se você tem entre 11 e 17 anos, espere pelo menos três anos para contar a alguém que você se decidiu pelo Paganismo. Não, eu não estou brincando. Você pode achar que a Wicca é a coisa mais perfeita que você já encontrou e que não há dúvidas de esta ser a sua religião. No entanto, você pode pensar diferente amanhã. Isso não é uma estimativa, é uma possibilidade real. Você não sabe o que estará pensando daqui a três anos e sua cabeça pode mudar completamente. Assim, se a sua vontade de ser bruxa for realmente muito grande, e não uma empolgação passageira, você não terá problemas em esperar. Enquanto isso, você pode acessar sites sobre o assunto, entrar em listas de discussão e chats. Se seus pais são mais liberais, você poderá até mesmo comprar livros e deixá-los no seu quarto numa boa.

 

Comprando livros

É claro que o estudo e a leitura de livros importantes é essencial, mas não vou ignorar a realidade da maioria dos jovens. Quem tem entre 11 e 17 anos geralmente não trabalha e o dinheiro que tem é da mesada. Se você quiser gastar sua mesada em livros, voilá! Era o que eu fazia com a minha. Isso pode lhe dar uma boa indicação do quanto a Bruxaria é importante ou não para você. Mas tome cuidado. Muitos pais são intolerantes, todos sabemos disso. Não é por mal: eles querem o nosso bem. Mas, como muitas pessoas, temem o desconhecido. Se você achar que, explicando sobre a religião, eles entenderão, então o faça. Porém, se você achar que não deve, pra que se complicar? Dê tempo ao tempo: se você mostrar, aos poucos, que a Wicca é uma religião como qualquer outra, você não terá problemas.

 

Uma palavra sobre "contar aos pais"

Gostaria de deixar bem claro aqui que não estou fazendo apologia à mentira de forma alguma. O ideal, obviamente, é ter uma boa conversa com seus pais sobre a Wicca, sendo sincero com relação à sua opção religiosa. Não discuta. Não brigue. Sei como é quando alguém vem criticando a Bruxaria, fruto daquela visão deturpada que a maioria das pessoas têm por não conhecer mesmo. Tente se controlar. Quanto mais você se alterar, mais óbvio ficará para os seus pais que a sua religião não é séria. Veja a seguir um modelo de carta que você pode imprimir e mostrar para os seus pais (texto retirado do site da Abrawicca).

 

"Carta aos pais,

Sei que vocês devem estar assustados com essa tal Wicca, e desejam o melhor para seus filhos, aliás como todos nós que somos pais e mães. É compreensível que vocês desejem que seus filhos sigam a mesma orientação religiosa que vocês, porque todos desejamos que os filhos sejam nosso espelho. Mas nossos filhos não são nossos, não nos pertencem: vocês terão que aceitar a escolha pagã de seus filhos, como eu mesma, Sacerdotisa pagã, terei que aceitar se minha filha resolver se tornar cristã... Saibam que enquanto seus filhos estiverem seguindo os princípios da wicca, não realizarão nada de "mau" por seus padrões, porque nossa noção de responsabilidade pessoal e conduta é muitas vezes mais exigente que a de vocês mesmos e sua religião.

Aos pais não pagãos de jovens pagãos eu desejo a tranqüilidade de poderem verificar em seu filho as mudanças provocadas pela Wicca (obviamente se eles estiverem seguindo preceitos de wiccanianos sérios). Sei que o comportamento de seus filhos melhorará sensivelmente, se eles forem dedicados wiccanianos, da média do comportamento de outros jovens não pagãos. Se eles estiverem praticando nossos preceitos, estarão exercitando o auto-conhecimento, a auto-transformação para alcançar o equilíbrio, estarão tratando as pessoas com mais compaixão e serão muito mais equilibrados e serenos do que a média dos outros jovens da mesma idade. Vejam, dêem tempo ao tempo: a Wicca não fará mal algum a seus filhos, se essa é a escolha sincera de seus corações."

 

Como agir diante do preconceito dos pais

Coloco aqui outro trecho retirado do site da Abrawicca:

"Compreendam que até a maioridade seus pais são responsáveis por vocês e têm até mesmo do direito de tirar-lhes os livros de wicca e os objetos rituais. Não vejam isso com ódio, vejam como uma prova a passar em sua busca do Caminho dos Antigos, porque é isso realmente o que é. Se vocês estão passando por isso, mas ouviram o chamado da Deusa, ela cantará tão alto em seus corações que nenhuma violência, nem nenhuma privação ou castigo a fará calar. Por isso, mesmo que tempos difíceis se apresentem tenham certeza de uma coisa: um dia, seus pais compreenderão vocês e mudarão de atitude. Basta que a vontade de vocês seja sincera, seja real. E se for, nada tirará vocês do Caminho."

É um conselho bastante inspirador, mas difícil de seguir. É difícil ter paciência quando sofremos de algo injusto. Porém, é a única solução. Travar uma verdadeira guerra com seus familiares foge aos preceitos pagãos e não vai lhe fazer nada bem. Pelo contrário, pode piorar ainda mais a sua situação. Segue o resto do texto:

"Compreendam que os atos de seus pais não são - mesmo que vocês os percebam assim, - uma agressão a vocês. São atos de amor: eles querem o melhor para vocês e , talvez, precisem de algum tempo até perceberem que o que eles chamam de melhor talvez seja diferente para vocês. Mas um dia, com o amor que eles têm por vocês, eles não ficarão cegos às suas escolhas.

Lembre-se : você é o maior responsável pelo que seus pais saberão do caminho pagão. Saiba responder as questões deles, faça com que eles se informem, se possível. Seu comportamento é um cartão de visitas de sua religião: seja um wiccaniano de verdade, lute pelo seu aperfeiçoamento todos os dias, compreenda as outras pessoas, não seja preconceituoso , não agrida sem motivo, NUNCA faça de sua religião uma arma contra ninguém.

Não deixe que a Wicca seja um argumento que disfarce outros tipos de problemas, como a disputa entre irmãos ou a briga entre pais separados, onde esse pode ser um argumento de que "o outro" está criando o filho errado. Se você estiver em uma situação dessas, nunca deixe a wicca ser argumento para começar brigas e disputas.

Ame os Deuses e celebre os ciclos da Lua e a Roda do Ano como você puder. Ninguém é dono de seus pensamentos, nem de sua alma. Você é livre!"



Postado por: July Kym às 00h20
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Guia de Estudos


Este guia foi criado para quem está começando a estudar Wicca, Bruxaria e Paganismo e quer ter uma linha a seguir. Sinta-se à vontade para adicionar suas próprias contribuições, pois o estudo é pessoal.

 

História da Bruxaria
- Como eram as formas de religiosidade no período Paleolítico
- O surgimento do culto a uma Deusa da fertilidade e ao Deus das caças
- Mitologias antigas
- Como o casal divino era cultuado nas religiões antigas
- Como a divindade era vista nas civilizações antigas
- O surgimento do Cristianismo
- A resistência pagã na Gália e na Britânia
- Fusões entre crenças pagãs e cristãs na Europa
- A Bruxaria sendo repassada de maneira oral
- Costumes africanos relacionados à magia
- Bruxaria no Brasil colônia
- Por que as Inquisições surgiram
- O renascimento da Bruxaria do início do século XX até a década de 1950
- O impacto do feminismo e do movimento hippie na Wicca
- O papel dos Estados Unidos na divulgação da religião
- Início das atividades públicas pagãs no Brasil
- O Paganismo nas lendas indígenas

 

Princípios & Crenças
- Quais as divindades que as bruxas e os bruxos acreditam?
- Qual a relação que se tem com tais divindades?
- A diferença entre a crença nos deuses pagãos e no Deus cristão
- A importância da Terra e da Natureza
- O conceito de imanência
- Os "dogmas" da Wicca
- Diferenças de crenças entre práticas pagãs distintas

 

Comportamento
- Pensamentos e ações de um bruxo ou bruxa - eles se confrontam? eles se completam?
- A relação com a Natureza
- Reciclagem e outras formas de contribuição ao meio-ambiente
- O impacto do aquecimento global
- Crenças cristãs que ainda podem estar enrraizadas e os motivos - como trabalhá-las?
- O que impede alguém de praticar livremente
- Princípios da Bruxaria e do Paganismo dentro de cada um
- Reflexão sobre o sacerdócio - qual seu papel para a religião?
- Contemplação da Natureza: mar, vento, estrelas, astros, plantas etc.

 

Influências Externas
- Como lidar com a campanha evangélica ignorante a respeito da Bruxaria?
- O impacto das Inquisições naquela época e ainda hoje
- O preconceito resultante da relação entre a política e as religiões
- Por que há muitas pessoas procurando a Bruxaria hoje?

 

Divindades
- A Grande Mãe
- O Deus Cornífero
- O culto ao casal divino na Wicca e em outras vertentes
- Mitologias que ainda sobrevivem
- As faces de uma mesma Deusa e de um mesmo Deus
- Monoteísmo, duoteísmo ou politeísmo?

 

Teoria da Magia
- Diferença entre evocações e invocações
- Magica branca X magia negra
- Energia e poder - o que são, na Bruxaria?
- Os quatro elementos e o alcance do éter
- Reflexão sobre os quatro elementos em tudo o que existe
- Estudos sobre os arcanos maiores e menores do tarô

 

Instrumentos Mágicos
- Por que usar instrumentos mágicos?
- Os quatro principais instrumentos e sua relação com os elementos e os naipes do tarô
- Formas de consagração dos instrumentos mágicos

 

Práticas
- O significado, importância e uso do círculo mágico
- Maneiras de se lançar um círculo
- O conceito de elementais, lares e outros seres mágicos
- Conexão e equilíbrio com os quatro elementos em nosso corpo
- A energia mágica das plantas
- Preparo de poções, unguentos, pós, cataplasmas e filtros com ervas
- Cultivo e armazenamento das ervas
- Correspondências mágicas
- Criação de rituais e feitiços
- Etapas dos trabalhos mágicos
- Criação, elevação e direcionamento de energias
- Confecção de talismãs e amuletos
- Exercícios de respiração, relaxamento, visualização, centramento, aterramento etc.
- Uso de oráculos
- Auto-defesa psíquica

 

Roda do Ano
- A influência da Lua em nossas vidas
- A importância do Sol para a humanidade e o planeta
- Os festivais celtas da colheita
- A distorção do Halloween
- Semelhanças e diferenças entre celebrações cristãs e pagãs
- O motivo pelo qual celebramos as mudanças de fases da Lua
- As quatro estações
- Características de sua região durante toda uma roda
- Modo de celebrar cada sabá e esbá
- A energia de cada dia da semana
- Horas mágicas - o que são e para que servem
- Costumes relacionados a cada sabá
- Lua Negra e a sombra

 

Tradições & Vertentes

- Definição de tradição
- A importância da iniciação nas tradições
- Formação de grupos e covens
- Prática individual X prática em grupo
- Tradições e vertentes conhecidas - suas diferenças e semelhanças
- Inserção de mitos brasileiros nas práticas pessoais
- Bruxaria tradicional X Bruxaria moderna



Postado por: July Kym às 00h13
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O que é ser Pagão?



Muitas pessoas me perguntam isso e achei um texto bastante interressante que explica exatamente essa pergunta. Não sei quem foi o autor, então se alguem souber por favor avisa pra que eu possa colocar os direitos autorais, ok?


-> Ser pagão é reconhecer em cada ser vivente seu irmão, e respeitá-lo como parte de um todo, de uma única e importante unidade, que faz de todos os povos irmãos e irmãs e filhas de um mesmo pai e de uma mesma Mãe. Ser pagão é ver seu rosto refletido na Lua. Acompanhar a subida e a descida das mares mesmo estando longe do mar. É na lua nova refletir sobre o nada, na crescente desejar prosperidade. Na lua Cheia cantar e louvar, e na minguante refletir sobre o Fim e o Recomeço. Ser pagão é olhar pro sol e sentir suas energias enchendo-lhe de amor e paz. É sentir a calorosa e boa energia do Sol mesmo ele estando encoberto por pesadas nuvens negras de chuva. Ele ainda está lá. Ser pagão é tomar banho de chuva sem medo de ficar resfriado. É molhar sua roupa com a chuva sem culpa. É reconhecer em cada gotícula o mistério do renascimento, e da vida. Ser pagão é saber que a morte nunca é plena, pois existe um lugar onde todos os seres compartilham de uma imensa alegria, uma terra onde as flores desabrocham o ano inteiro, onde é verão todo o tempo. Ser pagão é ver na natureza sua Mãe e seu Pai, respeitando-os e amando-os como seus verdadeiros pais. É sentir o pulsar da terra e a energias das árvores.É se encantar com um simples canto de um pássaro e das ondas indo e vindo no mar. Ser pagão é olhar o distante brilho das estrelas e saber que elas estão la a todo momento. É ver uma estrela cadente. É reconhecer constelações no meio de um mar de estrelas em um céu escuro, no meio do campo. Ser pagão é sentir o gostoso frio do inverno. É se alegrar com a chegada da primavera. É celebrar a chegada do verão. É colher os frutos do outono. É descobrir que tudo isso nunca acaba e que sempre existiu. Ser pagão é se encontrar e encontrar todos os povos unidos na mesma natureza como irmãos. É respeitar a natureza pensando em outras pessoas e nos animais. Ser pagão é proteger os animais, mas bem mais, é proteger o seu próximo, irmão ou irmã, que passa necessidade, que tem fome e sente frio. É ver neles você, pois todos são um. Ser pagão é descobrir as faculdades mágicas das ervas e usa-las ao seu proveito sem esquecer da responsabilidade universal de todos os seres diante do Universo. Ser pagão é chorar e ao mesmo rir. É ser cada um do jeito que é.Único, perfeito. É presenciar em cada pessoa a fagulha divina presente nos seres. É alem de descobrir os deuses em si mesmo, é descobrir sua própria identidade. Ser pagão é sorrir com um abraço, com um beijo, com um aperto de mão.Ser pagão é ficar alegre ao ver o por do sol, e o raiar do dia, em um interrupto ciclo que nunca se acaba. Ser pagão é se orgulhar disso todos os dias. É se orgulhar ao ver uma simples arvore, ou ao ver uma grande cachoeira e rios resplandecentes com peixes. Ser pagão é, alem disso tudo, amar e respeitar a natureza, mas muito mais. Ser Pagão é ser Feliz!


Resumindo tudo: Ser pagão é desejar o bem de todos e fazer sua parte para termos um mundo melhor. Respeitar as pessoas, aos animais e a natureza e zelar por todas as coisas que nos cercam. :)

 

 




Postado por: July Kym às 00h04
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Boa noite a todos que passarem por aqui. Esse Blog tava desativado há mais de 3 anos e como muitas pessoas passavam por aqui e deixavam comentario pedindo pra que eu voltasse a postar, aqui estou eu de volta. :)

Agradeço o carinho de todos e quero q se sintam no blog de vcs, pq ele é nosso.

Bjokas e 'Mundo Wicca' está ativado novamente.



Postado por: July Kym às 23h54
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21/12/2008 a 27/12/2008

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